21 de novembro de 2016

Perdendo a qualidade

Os púlpitos de muitas igrejas estão sendo ocupados por pastores que estão magnetizando as multidões com seu charme, carisma pessoal, técnicas de vendas, sermões sobre o amor e do tipo “sinta-se bem consigo mesmo”. Nesse contexto, muitas ovelhas estão absorvendo freneticamente práticas carnais que desonram o nome de Jesus Cristo. Os mascates do Evangelho estão enriquecendo com as esquisitices “evangélicas”, provendo aquilo que aparentemente faz sentido à natureza depravada do homem, mas na realidade não têm base Escriturística. Em 1959 pastor e teólogo fundamentalista A.W.Tozer disse: “A qualidade do cristianismo vem piorando ano após ano”. Hoje, constatamos que as preciosas e velhas doutrinas bíblicas estão sendo ignoradas e coisas aprazíveis estão sendo pregadas para agradar aos mortos espirituais. Os bancos das igrejas estão cheios, mas Icabô está escrito nas portas (I Sm 4:21), a glória de Deus se foi, e os castiçais da igreja foram removidos (Ap.  2:5).

A igreja aos poucos tem perdido a relevância, a identidade. Igrejas débeis, anêmicas sem autoridade do céu, que pregam uma salvação fácil e um cristianismo mongolóide, folgazão e de entretenimento. Isso tem contribuído grandemente para a inflação do número de adesões transformando a igreja em um grêmio social. A igreja primitiva foi relevante porque foi fiel à sua chamada. Não serviu de trampolim para eleger políticos e nunca teve a pretensão de formar império econômico. A igreja primitiva nunca colocou nome algum, idéia alguma, conceito algum, bem algum, acima daquele Nome que o Pai entronizou - o Senhor Jesus. Hoje, pastores que ao invés de fazer da igreja uma comunidade fiel a Deus e à Sua Palavra, tentam amansar o Evangelho fazendo da igreja uma comunidade bajuladora do ego, um lugar de catarse, de liberação de emoções. O culto passou a ser um evento sócio-emocional.